sábado, 12 de março de 2011

É realmente muito egoísta esse sentimento que as pessoas chamam de amor.

segunda-feira, 7 de março de 2011

"Imagens que funcionam como uma espécie de lençol que se forma para além da superfície das imagens conscientes."

Lençol esse que te envolve durante um sono tranquilo, que de tão tranquilo parece regado por uma infinitude de sonhos. E aí os pensamentos, que de tão agitados me fazem compreender sua inquietude. Envolvente. Não os sonhos, não os pensamentos, não a inquietudade. Envolvente o seu dormir, que consegue prender-me num olhar indecifrável, misto de admiração e paixão, mas querendo mesmo traduzir-se na mesma tranquilidade do seu sono.

ao te ver dormir.

-aoutra

sexta-feira, 4 de março de 2011

De todos os mundos, todas as glórias, as tristezas, esperanças e o olhar. Aquele olhar que me faz crer que no mundo ainda existem coisas boas e pessoas para se confiar, pois de tantas as não verdades que encarei você é a não mentira mais perfeita que vivi.

E que sejam esquecidos todos os grandes feitos da humanidade se lembrados forem todos os sorrisos e lágrimas sinceras que nós, meros seres humanos, já fomos capazes de produzir. Que tudo seja o nada de uma era que se foi e o nada seja o tudo que esperamos que venha.
Pois de tudo o meu nada é você, a possibilidade de algo.

-aoriginal.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O que você vê quando se olha no espelho? Pra essa resposta, infinitas possibilidades. Tenho certeza que a maioria olharia o presente e pensaria coisas do tipo “aah, preciso emagrecer” ou “cara, tô muito gostosa” – ok, são as coisas mais óbvias. Mas não espere nada derivado do termo “óbvio” por aqui.
O que eu enxergo é um futuro com você, e nele eu sou a mesma chata que reclama quando você come muito doce, quando você come muita gordura, ou simplesmente quando você come e quer comer de novo... quando você bebe muito, ou quando você fuma. Calma, vamos aos agravantes. Nesse espelho eu ainda enxergo Lucas e eu continuo sendo a mesma chata. A mãe que reclama , a mãe que briga porque ele não lavou a louça ou porque ele atrasou o dever de casa. Você também entra na história... você acabou de comprar alguma coisa bem velha e sabe Deus porquê. Mas realmente não importa. A gente esqueça a louça, o dever de casa e tudo mais que não caiba naquele momento. Pelo que eu pude enxergar, foi um momento meio aleatório, daqueles que são marcas registradas da nossa família, sabe?
Ah, é. Caso pareça estranho para alguns, deixo claro que no meu espelho é assim que nós aparecemos. Família. Agora acho que fui longe! As imagens mais próximas ainda aparecem com pouca nitidez, assim como as mais distantes. Mas me parece ter alguma coisa a ver com estudos, trabalho, viagens. Sabe aquelas coisas que os adultos falam sobre mestrado, doutorado e universidades? Deve ser algo nesse sentido. Espera! Vejo uma certa distância entre o meu reflexo e o seu... mas quando levanto um pouco o olhar, percebo que os reflexos se reaproximam - seja lá o que isso queira dizer.
Eu ainda vejo aquele lance de decepções e erros. Mas aqui, os reflexos deles estão fortalecendo nosso relacionamento. Posso voltar pra Lucas? Essas coisas de ‘minhas mães’ acaba mexendo com uns e outros. Os espelhos parecem que começam a buscar algo além daquela imagem física e... eles parecem querer fugir do presente, mas não conseguem entender que fugir do óbvio não é assim tão fácil. Sabe... merecer pouco, precisar mais, aprender com os erros, cair, levantar, apanhar, bater, silenciar, gritar, chorar, silenciar novamente, errar mais um pouco e amar. Que sempre acabe com o amar. Sempre acaba com o amar.

-aoutra.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Queria sentar e escrever sobre você. Sobre como passei meses pensando em você e como você só me esnobou. Não consigo escrever sobre isso. Pensei então em escrever como tudo começou e porque mesmo sendo esnobada não conseguia deixar de rir sozinha quando pensava no seu sorriso. Mas pensei “sorriso é muito clichê, você não gostaria de ler somente sobre seu sorriso quando tem milhões de qualidades tão boas quanto eles”. Então apaguei as linhas que já tinha digitado. Escrever em como sou chata e o quanto eu devo ter te irritado enquanto dava em cima de você também estava fora de cogitação. Assim como falar o quanto me diverti nas nossas viagens, parecia vago, papinho de quem não se conhece. Aí pensei “posso falar sobre o quanto nos conhecemos, mesmo sem nos conhecermos”, mas fala sério, podia estar forçando a barra. Mais um punhado de coisas pareciam superficiais. Pois falar do presente era a única coisa que havia sobrado, do quanto gosto de passar meu tempo com você e o quanto nos parecemos mesmo brigando com conceitos bestas da vida. Como você ri de coisas idiotas que falo e de como eu falo coisas idiotas só pra ver você rir. Coisa de casal meloso, não merecia gastar seu tempo com isso. Buscar algo mais sensual e criar rimas sobre seus beijos, sua cintura, minhas mãos e tua pele, suas curvas. Mas temia ser vulgar e fazer parecer que é apenas carne tudo que sinto por você. Aí vi que na verdade mesmo tudo que sinto é raiva de não saber o que escrever, então odiei você por um momento, e continuei odiando. Desse modo foi assim: Todo sentimento que sinto por você se resumiu apenas a isso. Odeio você, tá?
Sou lesa, sou sentimental, fico rindo por besteira. Besteira não, coisas não usuais. Confiança é uma palavra engraçada, todos sabem que cada palavra tem um significado no dicionário, mas ao longo da vida algumas ganham significados atrelados aos sentimentos e qualquer professor pode tentar te explicar, mas aquele sentimento não vai sair. Confiança pra mim funciona assim: Não pé somente o ato de confiar, ela agrega mais valores. Por exemplo, quando você faz alguma coisa “errada” e sabe que não deveria ter feito, onde a maioria das pessoas te julgariam, mas quem você confia vai te ouvir, mandar você se fuder, brigar com você, mas não vai te deixar na mão. Isso te lembrou amizade? Pois é, talvez pra mim seja a palavra pra descrever qualquer relacionamento, confiança.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Me peguei pensando sobre o primeiro amor esses dias. O levamos com o principal amor da vida. Ele é sim, um amor essencial, sem ele não saberíamos como amar do jeito certo. Entenda “do jeito certo” o modo como amamos sem sofrer. Aquele amor que não precisa de sacrifícios para acontecer. Como diz uma amiga minha “é pra ser fácil”, e é mesmo, fácil. Não que eu esteja dizendo isso com propriedade de pessoa que está no caminho certo. Nem que eu saiba o que estou dizendo. Enfim... O primeiro amor. Avassalador. Eterno. Incontrolável. E sim, primeiro, não único. Impossível negar que é importante sim. Mas desconsidero o fato de ser o mais importante, como eu disse, ele é o molde, a partir dele algumas pessoas tiram mais ou menos como querem que os próximos relacionamentos sejam. No meu caso tirei sim, muita coisa. Muita coisa boa. Vi, finalmente, que era capaz de amar alguém e ter o desejo de tê-la em minha vida, quem sabe até o fim dela. Não, talvez não seja exagero, quem sabe, mas seria capaz de me comprometer pela minha eternidade. Me ensinou que aqueles casais que ficam se olhando existem sim, pelo simples fato de você não conseguir desviar o olhar, ou simplesmente não querer deixar de olhar para o sorriso alheio. Enfim... Não sei bem se estou me fazendo entender. Sou complicada não pelo fato de não saber o que falar, mas por querer misturar muitas teorias em apenas um local. É no primeiro amor que amamos, e é no primeiro amor que temos aquela sensação que nunca mais seremos capazes de amar daquele modo novamente. Mas como eu digo “só vou sofrer por você até a próxima pessoa aparecer” e de certo modo é verdade. A dor do primeiro amor talvez permaneça para sempre, não sei por experiência, ainda sou jovem para saber até onde é o meu para sempre, ou melhor, não descreveria como dor, mas aquele incomodo. Se torna complicado descrever exatamente o que é, talvez seja um vislumbre, de pensar como alguém conseguiu concentrar toda a sua atenção por aquele tempo. Depois deles, o segundo o terceiro e talvez até o quarto amor não pareçam lá essas coisas. No meu caso passei por várias fases, mas nunca me apaixonei novamente, não daquele jeito bobo, não com aquela intensidade. Considero isso bom, quanto mais intenso geralmente menor será a duração. Curto essa sensação de intensidade homogênea, onde não há picos de excitação, mas uma excitação corpórea quando a pessoa que se gosta se aproxima de você, ou simplesmente quando sua memória teima em te distrair do mundo para lembrar das pintas do rosto, ou do jeito de sorrir. Meu primeiro amor me ensinou isso a saber o que eu não quero. E a procurar o que me faz bem. Quem te faz mal não te merece, é clichê, banal, mas é verdade, e deveria ser seguido por todos. Então foi assim, meu primeiro amor foi o primeiro molde que fiz com o pote de massinha que comprei, sorte minha que é modelável, e quando você fica muito tempo sem mexer em algum molde ele endurece e fica para sempre. Então procuro o molde até achar o que ficará para sempre. E se achar, e se não achar, pelo menos tenho meu molde de massinha para brincar.

Minhas palavras são complicadas, mas as que não forem não serão palavras, serão guias ou manuais.