terça-feira, 25 de maio de 2010
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08:20
Sabe, foi assim. Triste não é lembrar, é ter que usar verbos no passado. Não ter o pensamento no futuro. E tentar a todo o momento ocupar a cabeça. Nada pode te lembrar tudo. Não dizer o que se pensa, não discar o número quem se quer, não olhar nos olhos de quem se deseja. Maldito orgulho.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
às
19:17
Eu queria ter mais tempo. Não qualquer tempo. Tempo pra respirar. Tempo pra dormir. Ou seja, quero tempo pra ocupar com coisas que quero ocupar. Essa semana eu dormi. E fiquei mal acostumada. Aí fiquei doente. Modo irônico do meu corpo dizer que preciso de tempo. Maldito tempo.
sábado, 27 de março de 2010
às
09:00
A necessidade de ser mil e não se espelhar em nenhum. Há inexistência de unidade, e ainda de espelhos. Não existem folhas caindo lentamente, rochas são mais intensas. E, tudo que é intenso dura pouco, o suficiente pra marcar o chão, o suficiente para deixar marcas.
quinta-feira, 25 de março de 2010
às
23:26
Queria poder dizer que aprendi com a vida. Queria dizer que já vi a paisagem mais bonita e que tive o amor mais intenso. A vida não está completa, extremos são delimitações que, por vezes, afirmamos, mas que não conhecemos. Como descrever o infinito se não sabemos se existe um lugar sem fim?
quinta-feira, 11 de março de 2010
às
21:25
A vida por um momento parece simples. Tudo dá certo, tudo se encaminha. Mas tudo é perfeito enquanto não os olhos não se abrem. As pessoas não são tão simples, e se entregar não é mais tão fácil. A dor não some depois que o efeito do mertiolate passa, as vezes, não tem remédio pra isso. Mas aí, você esquece tudo e um sorvete te mostra a felicidade novamente.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
às
23:52
Eu conto os dois lados da história, claro, o meu lado terá muito mais detalhes, mas eu conto e acabo defendendo quem não me fez bem, mas cabe a quem está ouvindo decidir o que acha. Opinião não é algo que eu quero formar, a pessoa que forme sozinha. E que a defenda até o final. Certo? Certo, mas eu estou errada.
às
23:49
Eu sou idiota. Mas do pior tipo, daquele tipo que defende quem mais me fez mal, porque no fundo eu sei que a pessoa é legal, o problema é que nos perdemos em algum lugar. Seria hipocrisia dizer que ela mudou, a verdade é que todos mudamos. As pessoas mudam, e isso acontece pro bem, ou pro mal, e não cabe a nós decidir se é bom ou ruim. Eu amo aprendizado, e geralmente ele não vem de um jeito fácil, mas ele será sempre válido.
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