terça-feira, 25 de maio de 2010

Sabe, foi assim. Triste não é lembrar, é ter que usar verbos no passado. Não ter o pensamento no futuro. E tentar a todo o momento ocupar a cabeça. Nada pode te lembrar tudo. Não dizer o que se pensa, não discar o número quem se quer, não olhar nos olhos de quem se deseja. Maldito orgulho.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu queria ter mais tempo. Não qualquer tempo. Tempo pra respirar. Tempo pra dormir. Ou seja, quero tempo pra ocupar com coisas que quero ocupar. Essa semana eu dormi. E fiquei mal acostumada. Aí fiquei doente. Modo irônico do meu corpo dizer que preciso de tempo. Maldito tempo.

sábado, 27 de março de 2010

A necessidade de ser mil e não se espelhar em nenhum. Há inexistência de unidade, e ainda de espelhos. Não existem folhas caindo lentamente, rochas são mais intensas. E, tudo que é intenso dura pouco, o suficiente pra marcar o chão, o suficiente para deixar marcas.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Queria poder dizer que aprendi com a vida. Queria dizer que já vi a paisagem mais bonita e que tive o amor mais intenso. A vida não está completa, extremos são delimitações que, por vezes, afirmamos, mas que não conhecemos. Como descrever o infinito se não sabemos se existe um lugar sem fim?

quinta-feira, 11 de março de 2010

A vida por um momento parece simples. Tudo dá certo, tudo se encaminha. Mas tudo é perfeito enquanto não os olhos não se abrem. As pessoas não são tão simples, e se entregar não é mais tão fácil. A dor não some depois que o efeito do mertiolate passa, as vezes, não tem remédio pra isso. Mas aí, você esquece tudo e um sorvete te mostra a felicidade novamente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu conto os dois lados da história, claro, o meu lado terá muito mais detalhes, mas eu conto e acabo defendendo quem não me fez bem, mas cabe a quem está ouvindo decidir o que acha. Opinião não é algo que eu quero formar, a pessoa que forme sozinha. E que a defenda até o final. Certo? Certo, mas eu estou errada.
Eu sou idiota. Mas do pior tipo, daquele tipo que defende quem mais me fez mal, porque no fundo eu sei que a pessoa é legal, o problema é que nos perdemos em algum lugar. Seria hipocrisia dizer que ela mudou, a verdade é que todos mudamos. As pessoas mudam, e isso acontece pro bem, ou pro mal, e não cabe a nós decidir se é bom ou ruim. Eu amo aprendizado, e geralmente ele não vem de um jeito fácil, mas ele será sempre válido.