sábado, 5 de junho de 2010
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22:28
Hoje definitivamente não era um dia para “filosofar”, era um dia de trabalhar, acabar coisas e pronto. Mas uma coisa leva a outra e quando vemos estamos discutindo como tudo ao nosso redor parece ter mudado tão repentinamente. Quando a opinião é sua e ninguém concorda é uma coisa, você pensa que o problema é você e não com o mundo. O problema é quando uma pessoa do seu lado comenta sem você ter influenciado a fala dela. O problema é comigo, ou o mundo que não está do mesmo jeito? Algo não está igual, mas a sensação não é a que sinto quando algo muda, é diferente, tem algo mais, alguma coisa que não sei dizer ainda, e nem sei afirmar se é bom ou ruim, é alguma coisa meio assim meio sei lá meio sem sentimento, talvez seja a vida adulta, mas realmente espero que sejam gases.
às
22:26
Ouvi dizer que existem 3 "eus": o modo como você se vê; o modo como os outros te veem; e como você realmente é. O problema é quando nenhuma dessas formas parece estar correta. O modo como me vejo agora não é exatamente o que sou, o modo como me descrevem é bem variável entre as pessoas, principalmente entre os grupos que ando. E o que verdadeiramente sou não sei bem se existe no momento. Filosofia barata pra quem não tem muita grana pra gastar.
terça-feira, 25 de maio de 2010
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08:20
Sabe, foi assim. Triste não é lembrar, é ter que usar verbos no passado. Não ter o pensamento no futuro. E tentar a todo o momento ocupar a cabeça. Nada pode te lembrar tudo. Não dizer o que se pensa, não discar o número quem se quer, não olhar nos olhos de quem se deseja. Maldito orgulho.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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19:17
Eu queria ter mais tempo. Não qualquer tempo. Tempo pra respirar. Tempo pra dormir. Ou seja, quero tempo pra ocupar com coisas que quero ocupar. Essa semana eu dormi. E fiquei mal acostumada. Aí fiquei doente. Modo irônico do meu corpo dizer que preciso de tempo. Maldito tempo.
sábado, 27 de março de 2010
às
09:00
A necessidade de ser mil e não se espelhar em nenhum. Há inexistência de unidade, e ainda de espelhos. Não existem folhas caindo lentamente, rochas são mais intensas. E, tudo que é intenso dura pouco, o suficiente pra marcar o chão, o suficiente para deixar marcas.
quinta-feira, 25 de março de 2010
às
23:26
Queria poder dizer que aprendi com a vida. Queria dizer que já vi a paisagem mais bonita e que tive o amor mais intenso. A vida não está completa, extremos são delimitações que, por vezes, afirmamos, mas que não conhecemos. Como descrever o infinito se não sabemos se existe um lugar sem fim?
quinta-feira, 11 de março de 2010
às
21:25
A vida por um momento parece simples. Tudo dá certo, tudo se encaminha. Mas tudo é perfeito enquanto não os olhos não se abrem. As pessoas não são tão simples, e se entregar não é mais tão fácil. A dor não some depois que o efeito do mertiolate passa, as vezes, não tem remédio pra isso. Mas aí, você esquece tudo e um sorvete te mostra a felicidade novamente.
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